quarta-feira, 6 de julho de 2011

Fulo com pedido para jogarem à Coentrão

Óscar Cardozo bem tenta ser simpático com os adeptos, mas quando lhe apertam os calos, não se controla e mostra a sua zanga. Ontem, tal voltou a acontecer, depois dos vários episódios da época passada em que, inclusive, se viu obrigado a pedir desculpas públicas por tanto mau feitio.

No final do treino, no qual marcaram presença cerca de 500 pessoas, um grupo de adeptos exibiu uma tarja com as frases: "Joguem à bola. Lutem à Coentrão. Honrem a camisola. Mais vergonhas não." Cardozo ia a caminho dos balneários, olhou para o cartaz e fez cara feia, esticando o braço em sinal de desaprovação. "Mas nós estamos cá", respondeu o avançado paraguaio antes de sumir no túnel, ofendido por estarem a questionar o empenho e a qualidade dos jogadores que não abandonaram a equipa, enquanto Fábio Coentrão saiu para o Real Madrid.

Minutos depois, Cardozo voltou a aparecer para dar autógrafos, naquele seu estilo de poucos sorrisos, mas sendo afável com os adeptos e disfarçando o episódio. O internacional paraguaio, recorde-se, também está no mercado, com o Dínamo de Kiev a tentar contratá-lo, sendo que, no último defeso, ele próprio assumiu que queria sair.

Os benfiquistas não vão esquecer facilmente Fábio Coentrão, que ontem manteve bem viva a sua presença no centro desportivo Colovray, em Nyon. Os adeptos não paravam de falar do lateral-esquerdo, discutindo a actualidade da equipa de José Mourinho e lamentando (embora de forma conformada) a sua transferência para o Real Madrid.

Voltando à polémica tarja, quem também não gostou dela foi Jorge Jesus. O treinador comentou isso mesmo com os adeptos no final, enquanto dava autógrafos, explicando que não viu nem leu o que lá estava escrito, mas que lhe contaram nos balneários. O JOGO interveio e disse ao técnico as palavras do cartaz. "Vergonhas?", reagiu Jorge Jesus, sorrindo, indiferente, e partindo para mais fotografias e convívio com a comunidade de emigrantes em terras helvéticas.

In: O JOGO
Texto: Ana Proença/Filipe Pedras, enviados especiais a Nyon